terça-feira, 20 de maio de 2025

🎮 Crítica: Lost Records: Bloom & Rage, Muito Obrigado, Don't Nod! Pelo Retorno Aos Anos 90 ❤️

O “Life is Strange 3” que nunca existiu, mas que sempre merecemos.

Lost Records: Bloom & Rage” é o novo jogo da Don't Nod, o mesmo estúdio por trás do maravilhoso e inesquecível Life is Strange. Tanto o primeiro quanto o segundo título da franquia me proporcionaram algumas das experiências mais marcantes que já tive dentro de um videogame. No entanto, após esses dois capítulos, a série seguiu por outros caminhos: a Square Enix assumiu a propriedade e publicou Life is Strange: Before the Storm e True Colors, ambos desenvolvidos pelo estúdio Deck Nine.

Com isso, a Don't Nod se afastou da franquia que criou — mas não do estilo que a consagrou. A resposta do estúdio foi ousada: criar uma nova IP que carrega o mesmo DNA emocional e narrativo, mas com identidade própria. Assim nasceu Lost Records: Bloom & Rage.

Diferentemente de Life is Strange, aqui não há poderes sobrenaturais, manipulação do tempo ou qualquer elemento fantástico no centro da trama — e o jogo chega a brincar com isso diretamente. Em vez disso, somos conduzidos por uma narrativa mais pé no chão, realista, íntima e profundamente humana, que tem na amizade seu maior trunfo.

O ponto forte de Lost Records está justamente na construção das relações entre as protagonistas — um grupo de adolescentes noventistas que se conheceu no verão de 1995 e criou laços inquebráveis. O jogo se desenrola em duas linhas temporais: uma ambientada nos anos 90, durante o nascimento dessa amizade, e outra no presente, com as personagens agora adultas, na casa dos 40 anos, tentando confrontar segredos enterrados há décadas.

Para quem, como eu, nasceu em 1984, o jogo é uma cápsula do tempo. A ambientação noventista é feita com um carinho que salta aos olhos: desde os cenários e roupas até a trilha sonora nostálgica que mistura pop suave e rock alternativo — marcas registradas da Don't Nod. A trilha não apenas embala, mas ressuscita memórias, em especial para quem viveu aquele período.

Falando em imersão, o áudio é outro show à parte. Com efeitos sonoros detalhados, especialmente nas áreas florestais, o jogo cria um ambiente vivo e envolvente. Testei o game com uma placa dedicada Sound Blaster AE-7 e um sistema Logitech 5.1, e o resultado foi simplesmente fantástico. O som ambiente, os pássaros, o vento entre as árvores — tudo está ali, com um realismo impressionante.

Visualmente, Lost Records é de cair o queixo. Rodando na Unreal Engine 5, o jogo apresenta uma estética que, por vezes, me deu a sensação de estar assistindo a um filme da Pixar. O nível de detalhe é altíssimo, embora eu tenha notado alguns stutters ocasionais em determinadas áreas — nada que comprometa a experiência.

Agora, uma pequena crítica pessoal (com bom humor): a quantidade de espinhas no rosto da Nora é algo que quase me deu agonia... (risos). Mas fora isso, não há do que reclamar. Também vale destacar um ponto positivo: não senti nenhuma “lacração” forçada ou desconectada do contexto — o jogo respeita a inteligência do jogador e deixa as decisões nas mãos dele, como deve ser.

🧠 Conclusão
Lost Records: Bloom & Rage brilha como o verdadeiro Life is Strange 3 — aquele que nunca existiu oficialmente, mas que muitos fãs sempre desejaram. É uma obra tocante, madura, emocional e profundamente imersiva. Um dos jogos narrativos mais complexos e bem escritos que já joguei. É o tipo de título que me faz querer rejogar, estudar, explorar todas as escolhas — tudo para alcançar o final perfeito.

Minha nota final para essa joia rara? 8.8.




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