terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Prince of Persia: The Sands of Time Remake é cancelado pela Ubisoft

A Ubisoft anunciou oficialmente o cancelamento do remake de Prince of Persia: The Sands of Time, encerrando um projeto que, desde o anúncio inicial, passou por diversos reinícios e enfrentou sérias dificuldades de desenvolvimento. A decisão foi comunicada diretamente à comunidade da franquia, reconhecendo a frustração dos fãs que aguardavam o retorno de um dos maiores clássicos da história da empresa.

Segundo a Ubisoft, apesar de o projeto apresentar potencial, o time não conseguiu atingir o nível de qualidade esperado. Para que isso fosse possível, seriam necessários mais tempo e investimentos do que a empresa considerou viável no momento, o que poderia comprometer outros planos estratégicos do estúdio.

Em comunicado oficial, a empresa afirmou que a decisão foi extremamente difícil, especialmente pelo peso histórico de The Sands of Time tanto para os jogadores quanto para as equipes envolvidas no desenvolvimento. A Ubisoft deixou claro que não queria lançar um produto que ficasse aquém do legado do jogo original, considerado um marco não apenas da franquia Prince of Persia, mas também da própria trajetória da empresa.

“Sabemos que isso é profundamente decepcionante. Este jogo carrega um enorme significado para os fãs e para as equipes que trabalharam nele. Embora o projeto tivesse grande potencial, não conseguimos alcançar o nível de qualidade que vocês merecem”, afirmou a Ubisoft.

O estúdio reforçou ainda que continuar o desenvolvimento exigiria um esforço além do que poderia ser assumido de forma responsável. Lançar algo que não representasse fielmente The Sands of Time nunca foi uma opção, segundo a empresa.

Apesar do cancelamento do remake, a Ubisoft fez questão de tranquilizar os fãs ao afirmar que Prince of Persia continua sendo uma franquia extremamente importante internamente. A decisão não significa um abandono do universo da série, e novos projetos ambientados nesse mundo ainda podem surgir no futuro.

Por fim, a empresa agradeceu a paciência, o apoio e a paixão da comunidade ao longo dos anos, destacando que o envolvimento dos fãs é fundamental para manter o legado de Prince of Persia vivo.

🎮 Henry Cavill: o “gamer” que trocou as festas pelo PC para cuidar da saúde mental

Por trás da capa do Superman e da espada de Geralt de Rívia existe um Henry Cavill bem diferente do estereótipo de astro hollywoodiano. Assumidamente nerd, o ator prefere passar horas diante do computador, pintando miniaturas ou comandando exércitos virtuais, a frequentar festas badaladas e tapetes vermelhos. Mais do que um simples hobby, os games se tornaram para Cavill uma ferramenta essencial de equilíbrio, saúde mental e até sucesso profissional.

🧠 O “santuário” virtual e a fuga da fama

Em entrevistas a veículos como GQ e em participações em podcasts, Cavill já foi direto ao ponto: “Jogar em casa é muito mais divertido do que sair”. A frase resume bem como os videogames funcionam para ele como um refúgio.

Segundo o ator, fora de casa ele nunca deixa de ser observado — fotos, julgamentos e atenção constante fazem parte do pacote da fama. No mundo virtual, porém, ele é apenas mais um jogador anônimo. Esse “isolamento positivo” permite que Cavill desligue a mente do peso de ser uma celebridade.

Em 2022, ele revelou que joga por “uma quantidade considerável” de horas por dia, brincando que quatro horas seriam pouco, especialmente quando está mergulhado em jogos de estratégia complexos como Total War: Warhammer III. Para ele, não se trata de escapismo vazio, mas de uma forma legítima de relaxar e se reconectar consigo mesmo.

🦸 Quase perdeu o papel de Superman por causa de World of Warcraft

Uma das histórias mais icônicas envolvendo Cavill e os games virou praticamente uma lenda da cultura pop. Quando Zack Snyder tentou ligar para avisá-lo de que havia sido escolhido para viver o Superman em O Homem de Aço (2013), o ator simplesmente… não atendeu.

O motivo? Cavill estava no meio de uma dungeon crucial em World of Warcraft e não podia abandonar seu grupo. Só depois ele retornou a ligação, pediu desculpas e descobriu que tinha acabado de conquistar o papel que mudaria sua carreira para sempre. O episódio virou símbolo máximo de seu comprometimento com o universo gamer — e prova de que, às vezes, dá para salvar Azeroth e Metrópolis.

🎨 Pintura de miniaturas: paciência como terapia

Além dos videogames, Henry Cavill é apaixonado por Warhammer 40,000, jogo de estratégia de mesa conhecido por sua complexidade e riqueza de lore. Durante a pandemia, ele compartilhou nas redes sociais imagens pintando manualmente suas miniaturas, um trabalho que exige extrema paciência, precisão e foco.

Esse processo funciona quase como uma meditação. O ator já contou, em tom bem-humorado, que costuma mostrar suas miniaturas com orgulho a visitantes — mesmo sabendo que a maioria não faz ideia do que está vendo. Para ele, o valor está na dedicação e no prazer pessoal, não na validação externa.

🚀 O futuro: criando seu próprio universo

A paixão de Cavill pelos games deixou de ser apenas um hobby e se transformou em projeto de vida. Após sair de The Witcher, ele assumiu o que muitos fãs chamam de “cargo dos sonhos”: Produtor Executivo e protagonista do Universo Cinematográfico de Warhammer 40,000 para a Amazon Prime Video.

Diferente de trabalhos anteriores, agora Cavill tem controle criativo real, podendo garantir que a adaptação seja fiel ao material original — algo pelo qual ele sempre lutou publicamente. Fã da franquia há mais de 30 anos, ele faz questão de respeitar a mitologia, o tom sombrio e a complexidade do universo.

📌 Status em 2026: o projeto segue em desenvolvimento ativo, com Cavill provocando os fãs sobre um possível foco nas facções do Império da Humanidade, o que só aumentou o hype da comunidade.

Henry Cavill prova que ser gamer não é incompatível com sucesso, disciplina ou saúde mental — muito pelo contrário. Em um meio que ainda cobra uma imagem padronizada de seus astros, ele mostra que assumir suas paixões pode ser justamente o que mantém os pés no chão… e a mente em equilíbrio.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Disney remove 14 jogos clássicos do Steam sem aviso e reacende debate sobre preservação digital

A Disney voltou ao centro das discussões sobre preservação de jogos digitais após remover 14 títulos antigos da Steam sem qualquer aviso prévio. A decisão pegou jogadores de surpresa e frustrou especialmente fãs de clássicos baseados em filmes, como o cultuado Disney’s Hercules (1997), que simplesmente desapareceu da loja da Valve nos últimos dias.

O sumiço foi percebido pela própria comunidade, que notou que diversos jogos da empresa deixaram de ser listados e não podem mais ser adquiridos. A remoção atingiu títulos lançados ao longo de mais de duas décadas, indo de Stunt Island (1992) até Disney Fairies: Tinker Bell’s Adventure (2014) — um recorte que evidencia como adaptações de filmes e jogos menos conhecidos acabam sendo os mais vulneráveis no ambiente digital.

Lista completa dos jogos removidos da Steam

Afterlife

Armed and Dangerous

Disney’s Chicken Little: Ace in Action

Disney Fairies: Tinker Bell’s Adventure

Disney’s Hercules

Disney Planes

Disney The Princess and the Frog

Disney Winnie the Pooh

Disney•Pixar Cars: Radiator Springs Adventures

Disney•Pixar Finding Nemo

Disney•Pixar Toy Story Mania!

Lucidity

Phineas and Ferb: New Inventions

Stunt Island

Curiosamente, a ação não foi total. Jogos como Split/Second e Disney•Pixar WALL-E continuam disponíveis na Steam, o que reforça a hipótese de que a remoção esteja ligada a questões específicas de licenciamento, contratos antigos ou até custos de manutenção de direitos — e não a uma retirada geral da Disney do mercado de jogos para PC.

Reação da comunidade

A resposta dos jogadores foi imediata. Muitos lamentaram não terem sido avisados com antecedência. “Teria sido bom se eles tivessem dado algum tipo de aviso”, comentou um usuário em fóruns. Outros descobriram tarde demais que esses jogos sequer estavam disponíveis na Steam, perdendo para sempre a chance de comprá-los legalmente.

Para quem já possuía os títulos na biblioteca, nada muda: os jogos continuam acessíveis para download. Já quem deixou para depois, ficou sem alternativa oficial.

Um problema recorrente na era digital

O episódio reacende um debate cada vez mais comum: quem realmente “possui” os jogos digitais? A remoção silenciosa de títulos clássicos reforça o temor de que parte da história dos videogames possa simplesmente desaparecer, presa a licenças expiradas e decisões corporativas.

No fim das contas, o caso da Disney não é isolado, mas serve como mais um alerta. Sem políticas claras de preservação e comunicação com o público, clássicos como Hercules podem virar apenas lembranças — mesmo em uma era onde tudo deveria estar a um clique de distância.

#Disney #Steam #JogosClássicos #PreservaçãoDigital #Hercules1997 #GamesAntigos #Licenciamento #PCGaming #HistóriaDosGames #Valve

domingo, 18 de janeiro de 2026

🎮 “É um caminho perigoso”: Chefe da GOG critica banimento de Horses e alerta para censura na indústria dos games

A polêmica em torno do jogo de terror Horses reacendeu um debate delicado — e cada vez mais frequente — na indústria dos games: quem deve decidir o que pode ou não ser vendido? Para a GOG, plataforma polonesa de jogos digitais, a resposta é clara: não deveriam ser empresas privadas nem processadores de pagamento.

Após o título ter sido banido do Steam e da Epic Games Store no final do ano passado, a GOG tomou uma decisão firme e controversa: manter o jogo à venda em sua loja. A atitude veio acompanhada de um posicionamento público contra o que a empresa considera um avanço perigoso da censura comercial.

⚠️ “Deixar empresas definirem o que é aceitável é perigoso”

Em entrevista, Maciej Gołębiewski, diretor administrativo da GOG, foi direto ao ponto ao explicar a postura da empresa:

“Acreditamos na liberdade criativa, porque quando uma empresa, através de seus próprios termos de serviço, decide o que é bom e o que não é bom, é um caminho perigoso a seguir.”

Segundo ele, a remoção de Horses de grandes plataformas não foi motivada por ilegalidade, mas por pressões externas, especialmente de processadores de pagamento como Visa e Mastercard, que juntos controlam mais de 90% do mercado global de pagamentos digitais.

🧟 Um jogo controverso, mas não ilegal

O banimento quase levou ao fechamento do estúdio italiano Santa Ragione, responsável pelo game, ao cortar o acesso a algumas das maiores audiências pagantes do mundo. Para a GOG, a situação é um exemplo claro de como decisões comerciais podem asfixiar a criatividade independente.

“Somos uma loja com curadoria. Jogamos os títulos que vendemos”, explicou Gołębiewski.
“O jogo é controverso, sim, mas não há nada nele que justifique sua proibição.”

Para a empresa, o papel de decidir o que é legal ou ilegal cabe aos governos e reguladores democráticos, não a corporações financeiras.

🧠 Liberdade criativa como valor central

O novo proprietário da GOG, Michał Kiciński, foi ainda mais direto:

“A curadoria é um privilégio de cada plataforma. A diferença com Horses é simples: nós jogamos o game e achamos que ele era muito bom.”

A fala ganha ainda mais peso diante do novo momento da empresa. Desde dezembro, a GOG tornou-se independente da CD Projekt após 17 anos de história compartilhada. Curiosamente, Kiciński é cofundador tanto da GOG quanto da CD Projekt, tendo deixado esta última em 2012, embora permaneça como acionista relevante.

🚀 Independência e ousadia no horizonte

Livre das amarras corporativas, a GOG agora afirma estar disposta a assumir riscos maiores. Kiciński já declarou que não teme decisões ousadas, inclusive uma possível entrada no mercado de publicação de jogos indie.

Em um cenário onde lojas digitais parecem cada vez mais alinhadas a interesses externos, a postura da GOG surge como um contraponto raro, reacendendo discussões sobre liberdade artística, censura indireta e o futuro da distribuição digital de games.

📌 Fonte: Eurogamer

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Cheats Insanos Para Dragon Ball: Advanced Adventure do GBA

Codigo mestre (deixe ligado)
0000C4D0 000A
1010BFB0 0007

Vidas infinitas
32029F36 0063

Barra super infinita
8202064A 0400


Barra de energia no maximo
82020648 04FF

Sangue infinito
82020646 04FF

Invencivel
32020658 0002

Poder invencivel
32020650 00FF

Kamehameha Carregado
8202064C 0800

Pontuaçao maxima
82020660 E0FF
82020662 05F5

Mega pulo
74000130 03FE
820205CE FC00

modificar personagem (nota)
3202066A 00??

Walk At Dashing Speed
720205A8 0005
320205A8 0015
720205A8 0004
320205A8 0014

tenha todos s itens
42029F58 FFFF
00000004 0002

todas as opções aberta
42029F50 FFFF
00000004 0002
82029F70 FFFF
82029F72 FFFF

1-On-1 Fight codigos
Infinite Health
82029986 04FF

Barra guarda inf
32029988 0011

Kamehameha carregado
8202998E 0400

Barra super infinita
8202998C 0400

Dígitos para modificar personagem
00 - Gokou
01 - Klylin
02 - Yamucha*
03 - Touzokuguma (Bear Thief)
04 - Red Ribbon Android
05 - Murasaki (The Ninja)
06 - Robot Pirate (Submarine Cave)
07 - Blue Shogun
08 - Emperor Pilaf (Short Mecha Suit)
09 - Shuu (Tall Mecha Suit)
0A - Advisor Black in Red Ribbon Battle Jacket
0B - Oolong (Bat/Rocket)
0C - Akkuman (Obaba's Lair)*
0D - Tamberine
0E - Drum
0F - Juckie Chun*
10 - Tenshinhan*
11 - Chaozu*
12 - Son Gohan*
13 - Piccolo Daimou*
14 - Taopaipai*
15 - Giran*
16 - Nam*
17 - Pteradon (Extremely Broken)
18 - Pig Bandit (Sword)
19 - Red Ribbon Army Soldier
1A - Wolf
1B - Small Sentry Robot
1C - Flying Sentry Camera
1D - Piccolo Creature

Nota: Ao usar este codigo o jogo pode apresentar alguns bugs com a paleta de cores ou movimentação
* Modo batalha livre
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Mercado de PCs Gamer Dispara: Vendas de Hardware Crescem 35% e Ultrapassam US$ 44,5 Bilhões em 2025

O setor de hardware para PCs voltados a jogos vive um dos momentos mais fortes da última década. De acordo com levantamento da Jon Peddie Research (JPR), as vendas globais de componentes gamer atingiram US$ 44,5 bilhões em 2025, representando um salto de 35% em relação ao ano anterior. A expectativa é que o mercado mantenha um faturamento acima de US$ 40 bilhões anuais até 2028, consolidando o segmento como um dos mais lucrativos da indústria de tecnologia.
O impacto do Windows 11 e dos novos jogos
A forte expansão do setor está diretamente ligada ao ciclo de atualização de hardware impulsionado pelo Windows 11. Pela primeira vez, a Microsoft impôs requisitos mínimos que forçaram a substituição de processadores inteiros, não apenas de placas de vídeo.

“Nunca antes na história do sistema operacional Windows houve uma exigência tão ampla de migração de hardware. Mais de 100 milhões de jogadores precisarão de novos processadores, o que também implica trocar placa-mãe e memória RAM”,
explica Ted Pollak, analista sênior da JPR.

O fenômeno coincidiu com o avanço de títulos desenvolvidos em engines de nova geração, como a Unreal Engine 5, que exigem recursos gráficos e desempenho computacional muito mais robustos. O resultado foi uma corrida por máquinas mais poderosas, tanto em computadores pré-montados quanto em montagens personalizadas feitas por entusiastas.
Mudança no perfil dos jogadores
O relatório aponta uma transformação significativa no perfil dos consumidores. O mercado de entrada — voltado a PCs mais acessíveis — deve encolher cerca de 13% nos próximos cinco anos, à medida que parte do público migra para consoles, dispositivos móveis e portáteis.
Ainda assim, muitos jogadores permanecerão no ecossistema dos computadores, subindo de categoria. Segundo uma enquete do site Wccftech, 36% dos participantes afirmaram usar GPUs acima de US$ 1.000, classificadas como “Ultra Enthusiast”.
Entre os processadores, a faixa intermediária (US$ 150 a US$ 249) ainda domina com 27% de participação, mas há crescimento constante dos modelos topo de linha, impulsionando o ticket médio de compra.
De entry-level ao entusiasta: o novo ciclo de atualização
Historicamente, os jogadores de entrada costumam atualizar suas máquinas a cada dois a quatro anos. Esse ciclo, aliado às novas exigências técnicas, está acelerando a substituição de GPUs básicas e CPUs intermediárias por componentes de maior desempenho.
Embora o volume de vendas ainda seja mais expressivo no segmento de baixo custo, é nas configurações de alto desempenho que os fabricantes obtêm margens de lucro mais altas e justificam novas linhas premium. Essa dinâmica mantém o setor vibrante, mesmo com parte do público migrando para outras plataformas.
Perspectivas até 2028
As projeções da Jon Peddie Research indicam que o faturamento global do setor deve se manter entre US$ 44 e US$ 46 bilhões até o final da década. O ritmo será sustentado por dois pilares:


Jogos cada vez mais exigentes, que continuarão a impulsionar upgrades de GPU e CPU;


Mudanças de sistema operacional, como as do Windows 11, que estimulam a renovação de plataformas inteiras.


Com isso, o PC gamer segue como o coração tecnológico do ecossistema dos jogos. Seja por meio de máquinas pré-montadas ou projetos personalizados, o investimento em hardware de ponta deve continuar crescendo — impulsionando inovações, performance e a busca incessante pela melhor experiência gamer possível.


 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Rockstar Games e fãs de Red Dead Redemption 2 prestam homenagem a D’Angelo, voz de “Unshaken”

Músico, considerado um “titã do soul”, faleceu aos 50 anos; faixa icônica eternizou sua conexão com o universo dos games.

O mundo da música e dos videogames se uniu em luto nesta semana. O cantor e compositor D’Angelo, responsável pela marcante faixa “Unshaken”, de Red Dead Redemption 2, faleceu na última terça-feira (14) após uma batalha contra o câncer. A notícia comoveu fãs e artistas de todo o mundo, que prestaram homenagens ao artista nas redes sociais.

Em comunicado oficial, a Rockstar Games — desenvolvedora do jogo — descreveu D’Angelo como “um verdadeiro titã do soul”, destacando sua contribuição inesquecível para o universo de Red Dead Redemption 2:

“Nós somos eternamente gratos por sua faixa Unshaken, que ficará para sempre como parte do legado de Red Dead Redemption 2”, escreveu o estúdio em suas redes.

Lançada em 2018, Unshaken encerra a campanha principal do aclamado jogo, marcando um dos momentos mais emocionantes da jornada de Arthur Morgan. A música ultrapassa 55 milhões de reproduções no Spotify e é considerada uma das canções mais impactantes já feitas para um game.

D’Angelo, vencedor de quatro prêmios Grammy, lançou três álbuns ao longo da carreira, sendo Black Messiah (2014) o último. A faixa de Red Dead Redemption 2 acabou se tornando uma de suas derradeiras composições.

Uma paixão pelos games

O envolvimento do músico com o projeto surgiu de forma espontânea. Fã assumido de videogames, D’Angelo chegou a visitar os estúdios da Rockstar durante o desenvolvimento de Red Dead Redemption 2. Segundo Ivan Pavlovich, diretor de música e áudio do estúdio, o cantor apareceu de madrugada para simplesmente jogar.

“Nós nem estávamos falando sobre fazer música”, contou Pavlovich em entrevista à Rolling Stone em 2018. “Ele chegava à meia-noite e jogava até as quatro da manhã. Cada vez ele dizia: ‘É incrível’. Nunca vi ninguém tão animado.”

O entusiasmo do artista levou Pavlovich a convidá-lo para contribuir com a trilha sonora — e o resultado foi uma das canções mais lembradas da história dos videogames modernos.

Legado eterno

Desde o anúncio de sua morte, músicos e celebridades como Beyoncé, Lauryn Hill, Nile Rodgers, Flavor Flav e Doja Cat manifestaram pesar e lembraram a importância de D’Angelo para o soul contemporâneo.
Jogadores também inundaram fóruns e redes sociais com mensagens emocionadas, relembrando o impacto de Unshaken nas cenas finais do jogo.

“Não consigo pensar em Red Dead Redemption 2 sem Unshaken”, escreveu um fã. “Essa música transformou o jogo em algo muito além de entretenimento.”

Outro jogador comentou:

“Minha música favorita de videogame de todos os tempos. Descanse em paz, D’Angelo. Essa canção sempre fará parte de mim.”

Com sua voz marcante e presença única, D’Angelo deixa um legado que ultrapassa a música — eternizado também nos corações dos jogadores que viveram, ao som de Unshaken, uma das experiências mais emocionantes da história dos games.